quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Que seja doce

Há algum tempo eu me sentia bem incapaz de amar alguém, ainda tinha algumas coisas que eu gostaria de fazer antes de amar, mas o amor chegou, você chegou, era de tarde e eu tinha medo de amar sozinha e eu tinha medo de tanta coisa, e ainda tenho, mas o amor que eu achava que era incapaz de sentir e que eu queria demorar pra sentir.. Esse amor é maior que esse medo e qualquer outra coisa.
E eu descobri que amor é um tanto de coisa, a gente solta a mão da vida, solta a mão do mundo e segura só a mão do amor, com as duas mãos, a gente fica louco, a gente fica idiota, passa um minuto longe e morre de saudade e se sente bem ridículo por isso, deita na cama e chora e se pergunta porque chora e descobre que chora porque pensa no amor, mas quem normal chora só porque ama? Só quem ama sabe, e ai sofre,se sente um nada, e sente que o mundo tá acabando, se pergunta que diabos que essa porcaria de amor veio fazer aqui.. Eu não queria, eu achava que não sabia, eu queria fazer algumas coisas antes: entrar na faculdade, comprar um carro vermelho e ir pra cidade grande, mas agora eu quero te amar.
Às vezes eu acho que tem um monte de problemas, e realmente tem, às vezes acho que você não ama, que estou cansando de amar alguém tão imprevisível, acho que cansei de remar sozinha nesse barco, e por vezes chego a achar que o amor morreu, mas aí é que eu insisto mais, e concluo com convicção o que eu vivo lendo por ai, o que as pessoas vivem dizendo, amor de verdade não cansa, nem acaba, não tem fim.
E eu sei que você ainda não se acostumou com isso e que às vezes quer ir "embora" do meu coração, e você vai, eu também quero às vezes, apesar de nunca ir antes de você. Quando você se cansar de mim, cansar da minha voz, das minhas conversas desinteressantes, você pode ir, mas me prometa voltar sempre? Volta que eu te cuido.
Eu estou chegando aos 17 anos, renovada por dentro, descoberta de um amor sem fim, de uma vontade enorme de ser feliz. Te peço para que insista nesse amor, e tente me amar mesmo eu sendo caótica, distraída, meio despenteada, e preocupada com coisas banais, mesmo eu não merecendo seu amor, me ame, porque eu sei que você vai gostar de amar.. Eu prometo fazer você não se arrepender por isso. Quando você se vai, fica um vazio que ninguém (pre)enche. E penso e repenso e trepenso em você por aí, pode ser uma ausência de segundos, mas é inevitável, eu sinto falta. Avida não pode ser a mesma se você não estiver por aqui, aqui dentro. Isso pode parecer tão clichê, mas não é. É verdadeiro. 
O importante, o irreversível, o definitivo, o claro nesse história toda é que eu amo você desde sempre. É infinito, sempre foi, mas só descobri agora.
Que seja doce o seu jeito, seus olhares seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que sejam doces suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce nossas brigas bobas. Que seja doce nossas reconciliações. Que seja doce a leveza que sentirei quando falar contigo. Que seja doce seu abraço. Que seja doce quando eu esquecer meus olhos em cima dos teus. Que seja doce todos os sorrisos roubados. Que seja doce. Que seja. 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Sentimentos Apaixonantes





Existem coisas que realmente não se explicam, apenas se sentem. O amor de mãe, a dor de perder um amigo, a emoção de passar no vestibular. As coisas boas e ruins da vida. Mas a mais complexa de todas é se apaixonar.
Você fica parecendo um babaca, ou melhor, se torna um babaca. Fica pensativo o dia inteiro, só para poder encontrar a pessoa amada. Perde todas as palavras e esquece todos os noticiários, pois pra você todas as palavras se encontram na pessoa que está com seu coração e todas as notícias importantes são sobre ela. Sem contar que parece que você engoliu três duzias de borboletas, devido a movimentação que fica em seu estômago. É desesperador. A vontade de estar junto, apertando, beijando, mordendo, é uma coisa inexplicável, parecendo que nunca vai passar. Incomoda. Te enche de nervoso. Desespera. Mas é bom, e como é.
A vontade que tem de olhar nos olhos do outro com pureza, saber demostrar o amor, que os une, que os sela. Que os tornam apenas um...

Bruna Saturnina

domingo, 13 de novembro de 2011

Certezas

Lá fora chove. Forte. Eu gosto muito da chuva e do misto de calmaria e revolta que ela traz. Mas ultimamente, eu diria que ela não tem sido uma boa companhia. Sabe-se lá porque, ..na verdade talvez eu tenha minhas teorias para que ela me incomode tanto.
É que quando olho a água descendo o chão, me faz sentir saudade. Não minto. Não escondo. A chuva que cai me faz lembrar você; e das múltiplas coisas que faziamos, dizíamos.. Era tão mágico e inesquecível ao mesmo tempo, tão volátil e fugaz. São memórias boas, não há como dizer ao contrário. O bem que me fizestes, duvido alguém capaz de fazer igual. Sabia me arrancar sorrisos sinceros, mesmo quando via meus olhos pesados de tristeza. Isto não é algo que dê para explicar, foram momentos meus aos quais ninguém conseguira entender o brilho dos meus olhos ao falar de ti.
Sabia me surpreender, mesmo depois de algum tempo, de várias presenças inotáveis de ambos. Vinha com olhos inocentes e um sorriso malicioso, de quem quer alguma coisa, mas que só faz subentender; que suborna a inteligência e a percepção. Tem aquele ar de quem é tão seguro de si, e que joga fora todas as minhas armaduras. E eu odiava ser fraca, vulnerável e frágil a você. É criptonita , crack, heroína, é droga, é armadilha bem armada. E eu ? Uma ingenua que sempre colocava o pé em lugar errado. Que disse que iria tratar com frieza o dono dos olhos mais lindos do mundo.
Mas sempre contradiz quando ele chega, treme toda feito bambuzal em dia de ventania. Não nego - ele sabe as manhas para me desmontar. E eu adoro, ao mesmo tempo odiando tanto. Mas ele pisa, machuca, magoa; e eu tenho de aceitar, afinal ele mora ali, e querendo ou não se apropiou como sem-terra. E não sai. À força. Com jeito. Com rejeição. Fica, e insiste em ficar.
E eu tenho, preciso aceitar que ele não vai sair dali. Querendo sim ou não, não vai parar de chover, nem de me fazer lembrar.

Bruna Saturnina

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Copa do Mundo X Ordem e Progresso

Daqui três anos será realizada no Brasil a tão esperada Copa do Mundo, organizada pela FIFA.
É evidente a alegria que o evento causará no coração daqueles que levam a paixão pelo futebol, assim como também irá proporcionar melhores condições financeiras para empregados, desempregados e empregadores, além de levar o nome do nosso país para diversas nações, afinal, estamos falando de um dos maiores eventos esportivos do planeta, se não o maior.
É claro que devemos ter amor a nossa pátria, porém, será que a Copa do Mundo é realmente tão boa quanto estamos pensando?
 Cá entre nós que aqueles políticos mal intencionados (que o próprio povo colocou no poder) estão pulando de alegria, por este ser um meio de desviarem dinheiro que devia ser destinado as obras de infra-estrutura dos estádios e cidades sedes da Copa; e quanto está sendo gasto do nosso dinheiro para que o Brasil seja o centro do mundo durante aproximadamente um mês, sendo que quando a competição futebolística  acabar vai levar consigo praticamente todos os empregos que trouxe, e provavelmente nosso país cairá no esquecimento dos estrangeiros depois de um tempo.  Será que neste país tudo caminha perfeitamente bem, e não existem outras prioridades?
Amor a pátria também é tomar uma atitude com relação a educação no país, onde em muitos lugares o espaço físico da escola estão defasados tanto quanto a qualidade de educação, só na região norte existem 36% de escolas nesta situação. E o que dizer da saúde pública? Filas, burocracia, falta de leitos e equipamentos, negligência médica, mortes, desrespeito para com a população, entre muitas outras coisas que fazem o cidadão de baixa renda fazer um esforço danado para conseguir pagar uma consulta particular. E creio que nem preciso citar sobre o transporte público.
Quem sabe Walter Benjamin – um dos filósofos mais significativos da modernidade - não tinha razão quando disse: “A humanidade que, outrora, com Homero, fora objeto de contemplação pelos deuses do Olimpo, o é agora para si mesma. A alienação de si mesma atingiu um grau que lhe faz viver a sua própria destruição como uma sensação estética de primeira ordem.” ?
A questão é: Até onde a Copa do Mundo é boa para os brasileiros? Será que não estamos dando importância demais para coisas que na verdade não nos fazem falta e deixando de lado aquelas que são essências para o desenvolvimento do nosso país? Vale pensar.


Bruna Saturnina

domingo, 9 de outubro de 2011

Doce ilusão, da cor de seus olhos



Vem cá, meu menino dos olhos azuis. Venha matar essa saudade, e arrancar do meu interior a dor que me sufocou todo esse tempo que estivestes longe. Faça esse amor adormecido acordar; mas fique ao meu lado para que eu possa sentir teu corpo me aquecer nos dias de frio. Querestes entrar em minha vida novamente ? Pois então atenta-te, menino. Não me venha com meio termos ou mercadorias desvantajosas; nem tampouco sentimentos escasos. Quero todo seu eu, só meu. Deixe-me reapaixonar por ti. Deixe-me desesperar por ti. Deixe-me perder o sono por ti; outra vez. Ilumine minha vida com este seu olhar…Seu glorioso olhar, que reflete amor.
Devolva a mim, a minha esperaça; que tu estivestes levado junto com a bagagem em sua partida repentina. Lamentei por minha alma, que sofreres tanto quando não pode ouvir sua rouca voz sussurando ao meu ouvido — ela dizia que me amava. Hey menino, faça o favor de abrir este teu imenso coração para que eu possa lhe amar; ou devo-lhe perguntar se queres o meu amor ? […] Rasgarei minhas roupas velhas, me levantarei desta cama fria e deixarei todo o meu passado nostalgico de lado, para que eu possas viver uma vida nova, ao seu lado. Mas antes que eu me iluda,  prometa a mim que serás meu, se eu for sua

Bruna Saturnina

Batologias do passado

Foi em uma noite, passando por uma daquelas ruas mortas da cidade em que eu lhe encontrei novamente, meu amor. Por que é que aquelas lembranças que pra você tampouco importa insistem em me perseguir em cada detalhe ? Me deparei chorando ao lembrar das nossas noites olhando as estrelas — Que ridículo. Porém mais ridículo ainda sou eu, que ainda insisto nessa história de amor. Lamento a mim mesma por não me conformar que este não passa de uma verdadeira utopia.
Evitei olhar para as estrelhas, pois elas me lembravam do seu olhar. Parecia até destino. Ah, meu amor, se tu soubesses o quanto lhe anseio ter por perto não esperaria se quer um minuto e chegarias até mim, com a roupa do corpo mesmo implorando pelo meu abraço. O forma doce com que você tocava pra mim, me emociona até hoje. Confesso-te que as vezes ainda me derramo em lágrimas ao imaginar o que podiamos ter sido; mas não meu amor, não quero lhe incomodar nessa sua vida nova com os meus dramas.
Eu só quero um pouco de paz, um pouco de amor, um pouco de brilho nessa minha solidão. Então, me deseje sorte, por favor.
Bruna Saturnina

domingo, 18 de setembro de 2011

Sobrevivendo

Foi sem querer, mais minha vida se tornou uma mesmice insuportável. Os mesmos lugares, as mesmas músicas, as mesmas pessoas, os mesmos olhares, os mesmos sorrisos, as mesmas mentiras, os mesmos pensamentos, os mesmos planos, e o mesmo fim…Quero algo novo, algo que mecha comigo, que mude minha rotina, que me tire do sério. Algo sincero. Algo puro. Que faça meu coração bater mais forte, que deixe minhas mãos suando e minhas pernas tremulas. Quero sentir borboletas no estomago, e sorrir que nem boba quando seu nome me vier a cabeça, quero meus olhos brilhando novamente. Quero ser acordada as três da manhã com um sms seu. Quero abandonar a esperança de um dia melhor, quero abandonar essa coisa clichê em minha vida. Para ser clara. Quero um amor.

Bruna Saturnina