domingo, 18 de setembro de 2011

"Eu fico triste as vezes, mesmo que tudo esteja bem. Parece depressão, mas não é. Sou melancólica. Eu choro sim, eu lembro sim, eu penso sim, eu ainda amo sim, eu nunca esqueço não. Aqui dentro é assim, tem porta de entrada mas não tem de saída. Talvez porque eu não goste de deixar ninguém sair. Talvez porque eu goste de sentir as pessoas por perto, mesmo que elas estejam longe. Talvez porque eu tenha nascido assim mesmo..Intensa mesmo, exagerada mesmo. Tudo na minha vida é um exagero. Amo em demasia. E isso me faz sofrer, mas adoro ser desse jeito. Sofro mais que os outros, mas não sei ser diferente"

Miseras juras

Digamos que essa minha pseudo-alegria esteje me fazendo um bem imprescindível. Não posso ter, mas deixe-me sonhar. Afinal, que mal há nisso ? Quero menos amor. Quero menos preocupação. Quero menos você…Agora será tudo diferente. Meus sorrisos serão verdadeiros, o brilho dos meus olhos serão os mais intensos, e não me faltará mais o agudo da minha voz. Não se iluda querido, não encontrei um outro alguém. É que meu orgulho é grande demais para que eu possa lhe procurar. Digamos que a brisa da manhã me deu quão grande sabedoria, e a auto-suficiencia de não cometer os mesmos erros novamente. Mas o desejo de que uma insonia atrapalhe seu sono e que assim fiques imaginando nosso futuro ainda prevalece em meu coração. Deixe-me sonhar. Afinal, que mal há nisso ? Digamos que eu esteje vivendo uma ilusão da forma mais clichê possivel. Você, que faz juras de que estará ao meu lado sempre, irá mesmo vir me dar o seu calor ?

Bruna Saturnina

Mesmice derradeira

De repente, tudo se tornou tão simples. Foi-se embora meu desanimo, junto com minhas ações repetitivas, e me desapaixonei por aquela vida rotineira. Só peço para que seje verdadeiro esses seus abraços que me provocam sorrisos espontâneos. Por onde andavas, querido ? Os dias se passavam sem ti, e o vazio que me consumia por dentro só aumentava. Bastou te encontrar por um momento, e senti que o que me faltava o tempo todo eram seus olhares, que se fixaram aos meus, por um descuido. Nunca, que minha independência deixara-me sonhar desta forma. E agora, me arrependo amargamente por não ter te encontrado antes, em uma esquina qualquer. Mas será que tu não ficarias enlouquecido com minha euforia, e minha fala descontrolada ? Talvez o tempo, quem eu achei que fosse meu pior inimigo, na verdade fostes o tempo inteiro meu amigo mais fiel. Não quero que me entendas, meu amor, nem que consentes. Apenas que saiba, que meu estupido coração sussura ao meu ouvido dizendo que te amas.

Bruna Saturnina

Falsa ousadia

Irei-me embora de vez. Estou farta desta amargura que derrodeia este meu coração…este meu pobre coração. Lhe dei tanto amor, tanto carinho. Lhe dei tanto de mim, lhe dei aquilo que eu não tinha. Será este meu grande erro ? Me entregar a quem tão pouco se importava. Ingratidão a sua, que não viestes ao meu encontro. Minhas estupidas lembranças insistem em te encontrar em sorrisos clichês, que não me convencem de serem verdadeiros. Não lhe darei satisfações, e nem se quer um adeus. Se quiseres saber de mim, adiantarei a ti, estarei muito bem, sem alguém tão indiferente feito você. Mas ainda falta-me. Falta-me tudo aquilo que te dei. Os meus impulsos me levaram a ti, e os mesmos estão me tirando da perdição. Em seus braços achei encontrar leveza e amor, aparentemente um rio de delicadeza pairava sobre seus ombros. Esperei tanto de ti, meu amor. Mas me decepcionastes tanto. Estou farta do errado. Quero alguém que anseie por mim, e que me entenda, sem que eu necessite dizer ao menos, uma palavra.

Bruna Saturnina

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um tempo que já passou

Minhas lembranças... talvez eu não tenha tanta história pra contar, pois ainda sou muito jovem, a vida mal começou para mim. Mas tenho alguns fatos para relembrar.
Quando eu era menor, tinha me mudado de cidade com minha família para uma cidade muito pequena, onde todo mundo conhecia todo mundo. Eu gostava muito de lá, morávamos em casa de madeira, e eu sempre podia sair para brincar com algumas crianças, mas a parte que eu mais gostava é que eu ia para a escola de ônibus mesmo a escola sendo duas ruas abaixo de minha casa. Até que um dia, recebi a triste notícia que a filha doo dono da casa onde morávamos iria se casar, e como diz o ditado popular: "quem casa, quer casa", e a casa que ela queria era aquela na qual morávamos, então tivemos que nos mudar, e voltamos para a cidade onde eu havia nascido, na qual estou até hoje.
Quando voltamos, muita coisa mudou em minha vida, apesar da cidade também ser pequena, era muito violenta e eu não podia mais brincar na rua, e eu nem iria para a escola de ônibus mais, e as casas eram de madeira.
Na escola onde eu estudava eu tinha muitos amigos, nós nos divertíamos muito à tarde na escola, aprendíamos e brincávamos, e minha irmã sempre ia me buscar no final da aula com uma amiga dela, e quando chegávamos em casa ficávamos o resto do ria assistindo à televisão, sem nenhuma responsabilidade, sem nenhuma preocupação.
Mas como tudo passa, a minha vida também passou e eu, aquela garotinha que ia para a escola de ônibus, cresceu e a vida dela mudou.
Eu cresci e minha vida mudou completamente. Eu não era mais uma criança indefesa, agora eu sabia o certo e o errado, e a única coisa que não mudava era que eu continuava indo para a escola, mas agora não para me divertir, eu ia para aprender, porém, tem muitas coisas que ainda assim não entram em minha cabeça, mas eu juro que faço de tudo para elas entrarem, e um dia, quando eu fizer outro texto relembrando minhas histórias do passado, vou relatar que eu consegui fazer com que as ideias mais incompreensíveis fizessem parte de mim.




Bruna, 11 anos (Memórias de minha infância)

O melhor lugar do mundo

Lugar perfeito talvez não exista, porque as pessoas têm mania de colocar defeito em tudo. Alguns acham que se estiverem longe de toda aquela agitação do dia-a-dia, de todos os problemas e preocupações já estariam no paraíso, isso realmente é o desejo de muita gente. Outras pessoas, as mais exageradas, compram até ilhas para ficarem isoladas do resto do mundo.
O lugar perfeito para se viver é onde menos esperamos. Sempre pensamos que nossa vida não é boa do jeito que está e vivemos reclamando de tudo, mas se parássemos para pensar, quantas pessoas não têm um lugar digno para viver, e nem por isso ficam reclamando o tempo todo?
Para mim não existe melhor lugar para se viver. Claro que é bom estar longe de tudo e de todos quem sabe, em um lugar confortável; mas o que é bom mesmo é viver do lado de quem a gente ama, não importa o cenário.


Bruna Saturnina, 11 anos. (Memórias da minha infância)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Evolução no coração

Cantava em dó menores tentando achar a inspiração que eu tinha, e havia perdido. Buscava aliviar toda aquela dor e os sentimentos obscuros que tomavam conta de mim. Trancafiada e claustrofobicamente desesperada, procurava uma saída rápida e eficaz que me tirasse daquela situação,eu não me permitiria à aquelas coisas novamente. Já doeu uma vez, já chorei uma vez e agora chega.
Eu tento seguir e deixar o que passou, mas os momentos, gestos, pessoas estão sempre em minha memória. Inevitável. Dolorido. Necessário. Insuportável é fugir. Mas fugir da fuga para voltar é insanidade. Minhas cicatrizes internas latejam e meu coração também, mas reconhecem as tempestades e agora sabem se defender, não são tão covardes quanto eu.
Como diria Caio Fernando Abreu : "Estou tirando férias, dando um tempo disso. Chega de amar, chega de me doar, chega de me doer."

Bruna Saturnina